Pintura hidrográfica
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Os clássicos americanos

Chevrolet Corvette C4 - 1985
O Chevrolet Corvette foi o primeiro carro desenvolvido e fabricado nos EUA apenas com componentes americanos — ou seja, ele está junto com a águia-careca, o Super Bowl e os ovos com bacon no café da manhã: ele é um símbolo dos EUA. E isto falando de forma geral, pois do ponto de vista entusiastas as coisas ficam ainda mais interessantes. Como já dissemos, esportivos com motor V8 representam muito bem o American way of life — conforto, tecnologia e poder.
No caso do Chevrolet Corvette, isto é ainda mais válido. Mesmo a primeira geração, um roadster bonito, porém lento (ele tinha um seis-em-linha de 3,9 litros e apenas 150 cv e câmbio automático de duas marchas), já tinha carroceria de fibra de vidro para aliviar peso e baratear a produção sem prejudicar as formas.
No entanto, foi em 1963, a partir da segunda geração, que o Corvette deslanchou de verdade. Agora, ele era um cupê extremamente atraente dotado de um motor V8 small block 5.4 de 250 cv brutos e, de 1965 em diante, um big block de 425 cv, também brutos.
Foi C2, ou Stingray, que definiu a filosofia que o Corvette seguiria desde então, sempre melhorando a fórmula. A sexta e atual geração, que trouxe de volta o sobrenome, é considerada a mais avançada até hoje — especialmente considerando a insana versão Z06, com um V8 supercharged de 6,2 litros e 658 cv.
Pintura automotiva
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A história de Chip Foose
Tudo começou na oficina do seu pai, Foose varria o chão e ganhava apenas 25 centavos por hora
Nascido e criado em Santa Bárbara, Califórnia, Chip Foose tem um legado de fãs e admiradores pelo mundo. Aos 3 anos de idade, ele se sentava ao lado do pai e copiava seus desenhos, aos 12 ele pintou seu primeiro carro, um Porsche 356.
Não demorou muito para que notassem o seu talento, em 1990 ele se formou em Design de Produtos Automotivos pela Art Center. A partir disso, Foose se torna referência no mercado de automotivo, fechando grandes parcerias que concretizaram seu nome no ramo.
Antes de abrir sua própria oficina, Foose se tornou diretor da Boyd Coddington, uma das fabricantes de Hot Rods mais conceituadas do mundo. Essa parceria rendeu grandes projetos de carros como Roadster, Sportstar, Boydster e tantos outros.
Em 1998 ele abre a sua marca, Foose Design, em parceria com sua esposa Lynne. A empresa se tornou especialista em ilustração, idealização, revestimento e construção de novos modelos de carro.
Com um talento nato para desenhar, Foose realizou alguns trabalhos na indústria cinematográfica. Ele foi convidado pelo próprio diretor e produtor da Pixar, John Lasseter, para contribuir com pintura e design gráfico dos personagens do filme Carros, na sequência do longa Carros 2, Foose atuou como consultor.
Na mídia
2004 foi o ano de brilhar nas telinhas, em parceria com o programa TLC da emissora Discovery, ele estreia seu próprio programa de televisão, Overhaulin, foram 9 temporadas ao longo de 11 anos.
O programa mostra transformações incríveis de possantes, Foose e sua equipe customizam carros comuns, em verdadeiras obras de arte, com projetos exclusivos e uma equipe de primeira, os episódios são de tirar o folego.
O último episódio da nona temporada, Chip e sua equipe, recebe ninguém menos que Johnny Depp, ator mundialmente conhecido por papeis excêntricos de filmes como, Piratas do Caribe, Alice no país das maravilhas, Edward Mãos de Tesoura entre outros. Johnny presenteia Amber Heard (sua esposa da época), reformando seu Mustang 1968.
A combinação do melhor design de carros, uma equipe engenhosa aliada a tecnologia, é o combo de episódios fascinantes para os amantes de quatro rodas.

A verdade é que esta lista não segue uma ordem específica de importância ou nada do tipo — talvez, bem de leve, uma ordem cronológica. Talvez só assim para explicar por que o Corvette ficou na frente do Mustang, pois a verdade é que a importância de ambos se equivale. Enquanto o Corvette definiu o esportivo americano em 1963, o Mustang pegou este conceito, o tornou mais barato e prático e criou o pony car, um esportivo descolado, barato e potente. Ou seja, perfeito para popularizar os muscle cars entre os jovens.
O Ford Mustang viveu seu auge até o início da década de 1970, quando a crise do petróleo de 1973 e a disparada nos preços das apólices de seguro meio que “matou” o esportivo com motor V8.
Depois de enfrentar esta crise quase sem dignidade, quando tornou-se um compacto sem sal e sem pimenta, o Mustang começou a recuperar sua reputação de esportivo na década de 1980, apelando até mesmo para os turbos.
A década de 1990 viu o Mustang renascer das cinzas com o espetacular SVT Cobra e seu V8 supercharged de 4,6 litros e 390 cv acoplado à obrigatória caixa manual de seis marchas Tremec T-56. Depois, em 2005, o ‘Stang assumiu uma roupagem retrô e fez com que as rivais se mexessem para acompanhar a onda, lembrando ao mundo como é essência de um muscle car americano.
Com isto feito, chegou a hora de evoluir e, em dez anos depois, em 2015, o Mustang deixou de ser retrô e ganhou suspensão traseira independente, abandonando o eixo rígido pela primeira vez desde 1964. Se ele vai conseguir lançar mais uma tendência, ainda é cedo para determinar.
No entanto, uma coisa é certa: a história do Mustang tem muito a ver com a própria história dos EUA e, por isso, nada mais justo que colocá-lo alto nesta lista.

Seria injusto falar do Mustang e não incluir nesta história toda o Pontiac GTO, que também foi lançado em 1964 e, para muita gente, é o verdadeiro dono do título de primeiro muscle car da história. O GTO nasceu quando John DeLorean convenceu os executivos da General Motors a colocar um dos maiores e mais potentes motores, que equipavam seus modelos full-size em seu modelo médio (para os padrões americanos, que chamam o Dodge Dart de “carro compacto”) que estava prestes a ser lançado: o Tempest.
Por sorte, os motores da Pontiac na época eram todos idênticos nas dimensões, independentemente do deslocamento. Sendo assim, o V8 389 (6,4) do Pontiac Grand Prix coube no cofre do Tempest, no lugar do V8 326 (5,3) usado originalmente.
Ficou sensacional, mas a Pontiac preferiu que o Tempest anabolizado fosse lançado como um pacote opcional, e não uma versão por si só — tudo para que as outras divisões da GM, como a Chevrolet e a Buick, fossem pegas de surpresa. Pois é: em Detroit, a rivalidade era feroz até mesmo dentro da família.
Mesmo sem fazer muito barulho no lançamento, o pacote GTO não demorou a se popularizar entre o público jovem — esgotando as 5.000 unidades enviadas para as concessionárias de todo o país. Parte disso se deve à atenção que, mesmo com a discrição da Pontiac, a mídia deu ao carro. Testes da época indicavam belos números: 0 a 100 km/h em 6,6 segundos e quarto-de-milha (um dado importante, visto que as arrancadas ainda eram importantes para a imagem destes carros) em 14,8 segundos. O ponto alto foi o comparativo que a revista Car and Driver fez na época, colocando o Pontiac GTO lado a lado com a Ferrari que lhe emprestou o nome.
Foi por causa de toda esta recepção positiva que ainda naquele ano as outras divisões da GM começaram a trabalhar em projetos semelhantes, bem como as companhias rivais de Detroit. Nomes como Chevrolet Chevelle e Dodge Dart começaram a aparecer. Nascia ali o muscle car. Ao mesmo tempo, talvez por isso o nome do GTO seja ofuscado pelo do Mustang…

Em 1966 a Chrysler lançava o Dodge Charger para brigar com seus concorrentes Pontiac GTO, Ford Mustang e Chevrolet Chevelle que já dominavam o mercado americano com seus potentes motores V8.
O novo Dodge exibia um visual inovador e agressivo, com os faróis embutidos em uma grade e uma bela carroceria com curvas que denunciavam sua vocação esportiva. Isso tudo sem esquecer a potente mecânica, pois os motores disponibilizados pela Chrysler na época eram verdadeiras usinas de força.
Vários modelos eram oferecidos, desde pequeno 318 V8 de 5,2 litros com 230cv até o grande e lendário 426 V8 Hemi de 7,0 litros, que tinha dois carburadores de corpo quádruplo (quadrijets) e cabeçotes de alumínio com câmaras de combustão hemisféricas, a origem da fama do Hemi. Este motor foi adaptado das pistas de corrida para as ruas, tendo alguns ajustes para ficar mais manso.
O 426 tinha potência de 425 cv, torque de 67,7 m.kgf e levava o Charger de 0 a 96 km/h em 6,4 segundos. Ele vinha equipado com câmbio manual de quatro marchas ou automático de três, as versões menos potentes eram vendidas com caixa manual de três velocidades.
Em todo Charger a suspensão traseira trazia uma mola semi-elítica adicional no lado direito e a estrutura era monobloco, com chassi e carroceria integrados.
No ano de seu lançamento foram vendidas mais de 37.000 unidades. Além do desempenho, contribuíam o preço, e a excelente garantia de cinco anos ou 50 mil milhas. Desse total apenas 468 unidades tinham a motorização 426 Hemi, o que logo a tornou uma raridade.
Um novo motor derivado dos utilitários da Chrysler foi lançado logo depois do lançamento do Charger, ficou conhecido como 440 V8 Magnum de 7,2 litros e gerava 375cv e 66,3 m.kgf de torque. O 426 Hemi continuava sendo oferecido mas, mesmo com menor potência, o Magnum se tornava o motor mais cobiçado do modelo, devido ao alto custo do 426 e sua menor confiabilidade.
A primeira reestilização aconteceu em 1968 ganhando uma nova carroceria, com linha de cintura alta, que conferia maior robustez, faróis escamoteáveis sob uma profunda grade negra, pára-choques mais estreitos que se integravam ao pára-lamas, coluna traseira com ângulo reto, lanternas duplas e redondas. Os vidros laterais traseiros eram triangulares, o que garantia a agressividade do novo estilo.
Esta versão ficou reconhecida como um dos mais belos musclecars da década de 1960, e até os dias de hoje ele é idolatrado e tratado como uma lenda da indústria norte americana. Em 1969 trazia itens dos modelos de competição, como as grandes lanternas retangulares traseiras, a nova grade dianteira com uma divisão central. Outra novidade era a série SE, que oferecia acabamento em madeira, bancos esportivos mais baixos e rodas especiais. O pacote SE era oferecido tanto nos Chargers comuns quanto no R/T. Neste ano era oferecido o motor 440 Six Pack, de três carburadores duplos, que equipava apenas o Dodge SuperBee e o Plymouth RoadRunner.

O Challenger é um modelo desportivo de duas portas de tamanho médio da Dodge . A sua produção iniciou-se em 1970. Partilhando a sua plataforma (E-Body) com o Plymouth Barracuda o Dodge Challenger impressionou pela sua vasta gama de motorizações. A versão R/T (Road/Track) dispunha de motores, todos eles V8 desde o de 335cv, o de 375cv, com um carburador de quatro corpos, Magnum 440 e o topo de linha 426 Hemi V8 de 425cv. A Dodge ainda construiu a versão T/A (Trans Am), a qual era vendida quase idêntica à que a Dodge competia no campeonato Trans Am. O primeiro carro que levava o nome Challenger foi a introdução no meio do ano de 1959 uma edição limitada de Dodge Challenger Prata. Este foi um modelo de seis cilindros ou V8 disponível apenas na pintura de prata e apenas em um corpo de duas portas. Ele veio com recursos extras, sem nenhum custo, incluindo pneus premium parede branca, as tampas das rodas completas, limpadores de pára-brisas elétricos, bem como um interior atualizado com tecidos de luxo e de parede a parede carpete profundo. Em 1971 o Challenger foi reestilizado, tendo também devido às leis de emissão de gases, ter reduzido a sua potência. 1972 foi um mau ano para o Challenger, tendo a Dodge acabado com a versão conversível e a R/T. A versão mais potente do Challenger oferecia agora modestos 440cv. Em substituição do R/T a Dodge lançou a versão Rally, com parcos 150cv. Em 1974 o Challenger desapareceu, deixando saudades por todos os entusiastas deste modelo da Dodge.
Em 2006 a Dodge construiu um carro conceito denominado Challenger Concept, que trouxe de volta o Challenger equipado de um motor Hemi V8 de 425cv. Sucesso de vendas nos Estados Unidos. O carro é importado também ao Brasil. A velocidade maxima dele pode chegar a 320 km/h e vai de 0 a 100 km/h em 3.5 segundos.
Dodge Challenger SRT 2013
O modelo também tem uma nova versão para 2015.O Challenger hellcat conta com um supercharger que proporciona 717 (hp) cavalos de potência.
Em 1971 o Dodge Challenger participou do filme Vanishing Point sendo o "getaway car" (carro de fuga) do filme.